Autonomia na cidade
üSmartCap
Navegar sem ser navegado. Um guia que leva pessoas cegas pela cidade com som e voz, sem câmeras e sem ninguém vigiando o caminho.

Imagens ilustrativas.
O que é, em uma frase
É um assistente que fala no ouvido de quem não enxerga e o conduz por um caminho de sons, combinado com lugares que já esperam por ele. A pessoa continua dona do passo; o sistema só cuida.
Como funciona, em quatro passos
1Você diz aonde quer ir
«Me leve de casa à padaria e me traga de volta.» O assistente pessoal monta o roteiro do dia e lembra você dele.
2O caminho é preparado
O percurso é ligado a lugares que já sabem que você vai chegar: a padaria guarda a mesa, o parque avisa a família.
3O som conduz
No ouvido, um chiado suave diz onde você está no caminho. No meio, um som calmo: siga. Se você derivar para a borda, outro som cresce: volte ao centro.
4Ninguém assiste ao trajeto
Em cada ponto, o caminho confirma que está tudo bem. Se um ponto esperado não acontece, a ajuda de gente de verdade é chamada.
O ouvido sabe onde o corpo está
O caminho vira som. Duas bordas, uma de cada lado, e o centro entre elas.

No centro
Um som estável e agradável. Quer dizer: siga em frente.

Derivando
Aos poucos, outro som vai crescendo de um lado. O ouvido sabe para onde voltar.

Fora do caminho
O alerta sobe e a ajuda é chamada. O guia não finge precisão: se perde o sinal, avisa e alarga o caminho.
A cidade ajuda

Tubos sonoros nas esquinas
Objetos simples, sem energia, que soam quando a bengala encosta. Dão um ponto de referência que se acha de ouvido.

Um toque que corrige o rumo
Junto ao tubo, um encostar da bengala diz ao guia onde você está, com precisão de centímetros.

Aviso do que vem à frente
Sensores de presença, sem imagem, dizem quando há muita gente adiante: «corredor cheio à direita, caminho livre à esquerda».

O lugar já espera você
Na padaria, no parque ou na consulta, o lugar sabe que você vem, guarda a sua vez e recebe você pelo nome.
Um dia de exemplo
- 07h50Sai de casa; o roteiro já está no ouvido.
- 08h00Padaria: a mesa está guardada e o café já foi escolhido.
- 08h40Carro de aplicativo: o carro certo, o motorista certo.
- 09h00Parque: a família converge para um ponto combinado.
- 11h20Volta para casa pelo mesmo caminho.
- 11h30Chegou. O dia fica registrado.
O que nunca fazemos
- Sem câmeras: só sensores que não veem imagem, e som.
- Ninguém sabe onde você está entre um ponto e outro. Só quando você decide dizer.
- A condução roda no próprio aparelho: se a rede cair, o guia continua.
- Nada de inteligência artificial inventando o caminho no meio do passo.
- Cuidar, e não vigiar nem perseguir.
Onde isto está
Em desenho. O guia sonoro, os tubos nas esquinas e a malha de caminhos ainda não foram construídos. O que já existe no sistema são as peças em que ele se apoia: reconhecer quem chega e guardar a sua vez em lugares como a padaria, a escola e o hospital.